Placar
O que são as midterms
São as eleições de meio de mandato dos EUA: acontecem no meio do mandato de quatro anos do presidente, sempre na primeira terça-feira depois da primeira segunda-feira de novembro (neste ano, 3 de novembro). O presidente não está na cédula. O que se vota é o Congresso e parte dos governos estaduais, e por isso a eleição funciona como um plebiscito sobre o presidente.
- Câmara dos Representantes: as 435 cadeiras, com mandato de 2 anos. A maioria é de 218. Cada cadeira é um distrito.
- Senado: 35 das 100 cadeiras (mandato de 6 anos, renovado em terços). A maioria é de 51, e o vice-presidente desempata um 50 a 50.
- Governadores: 36 estados elegem governador em 2026.
Por que importa: quem controla cada casa decide se o presidente consegue aprovar leis e orçamento, confirmar nomeações e juízes, e se enfrenta investigações. Historicamente, o partido do presidente quase sempre perde cadeiras na Câmara nas midterms. O que cada resultado muda para o governo Trump e para o Brasil está mais abaixo.
Corridas apertadas da Câmara
As dez com menor diferença entre os dois primeiros, entre as que já têm votos. Muda conforme a apuração avança.
Corridas
O que isso significa
Para o governo Trump: o que cada cenário muda
| Cenário | Câmara | Senado | Consequências prováveis |
|---|---|---|---|
| A | democratas | republicanos | Governo dividido: investigações e intimações do Legislativo, controle do orçamento (risco de paralisação) e bloqueio de projetos do governo. Nomeações e juízes continuam passando. O impeachment passa na Câmara, mas a condenação exige 67 votos no Senado. |
| B | democratas | democratas | Tudo do cenário A, mais bloqueio de nomeações e de juízes e resoluções contra emergências nacionais. O presidente veta, e derrubar o veto exige dois terços. |
| C | republicanos | republicanos | Governo fortalecido: mais espaço para orçamento e legislação, e leitura política de que o eleitorado manteve o rumo. |
O que não muda: boa parte da política comercial (tarifas) vem de poderes do Executivo, então o Congresso tem pouco poder direto para revertê-la. Mesmo com a Câmara democrata, o efeito sobre as tarifas é sobretudo político: audiências, custo eleitoral e resoluções simbólicas.
Para o Brasil: os canais de efeito
- Tarifas e negociação. Em 2026 voltaram tarifas sobre certos produtos brasileiros, e a negociação anda devagar. Uma derrota grande de Trump pode levá-lo a buscar "acordos", o que abre espaço para o Brasil, ou a endurecer o discurso comercial. É o ponto mais incerto.
- Capital político. Quanto pior o resultado republicano, menor a margem para ações com motivação política. É hipótese, não fato.
- Fator Bolsonaro e STF. Sanções do tipo Magnitsky contra ministros do STF são decisão do Executivo americano. Audiências na Câmara democrata tenderiam a ser menos favoráveis a esse enredo.
- Mercado e dólar. O resultado afeta a leitura de risco fiscal e comercial dos EUA, e daí juros e câmbio. Efeito indireto e de curto prazo.
- Agenda do Congresso americano para o Brasil (comércio, Amazônia, big techs): muda mais com a composição das comissões do que com o placar geral.
O que observar na noite
As urnas fecham por fusos, a partir das 20h de Brasília na terça (as últimas, no Alasca e no Havaí, por volta das 2h de quarta; horários aproximados). Os primeiros estados dão a primeira pista da Câmara. No Senado, a disputa se decide em poucas corridas. Na Câmara, a maioria é de 218 cadeiras, e a diferença em relação à previsão diz mais que o vencedor. Voto por correio e estados como Califórnia, Arizona, Nevada e Alasca costumam demorar, então o controle pode ficar em aberto por dias.
Fontes e limites
Os resultados vêm da civicAPI, uma API pública e gratuita. A fonte dos resultados e a disponibilidade não são garantidas, e "chamado" é o que a civicAPI marca como vencedor, não o resultado oficial, que é o certificado por cada estado. Se a fonte falhar, esta página mostra o último dado válido e o horário. A leitura de cenários é estrutural e pessoal, não uma previsão: use a apuração acima para ver em qual cenário estamos.
Antes da eleição, em 26/10/2026, os agregadores davam vantagem aos democratas na Câmara (de 79% a 91% de chance, conforme a fonte) e uma disputa mais aberta no Senado. Esses números mudam todo dia.